sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Como fazer para manter a boa saúde

Mantendo a boa saúde

compilado por Maggie Sandilands
Evitar as doenças e os acidentes é tão importante quanto poder tratá-los quando eles ocorrerem. Podem ser necessários profissionais da saúde especializados ou tratamento hospitalar para doenças graves, mas a prevenção deve começar em casa. Existem muitas maneiras simples de ajudar a sua família a manter a boa saúde.
As pessoas podem se recuperar de muitas doenças comuns sozinhas, sem a necessidade de remédios. Para ajudar uma pessoa a combater ou se recuperar de uma doença, geralmente tudo que é preciso é a boa higiene, muito repouso, uma boa nutrição e água potável suficiente. Muitas doenças são causadas pela falta de higiene e podem ser prevenidas tomando-se somente água potável, fazendo-se com que todos lavem as mãos e tomando-se cuidado no preparo e na armazenagem dos alimentos.
Lavar as mãos
Enxaguar as mãos só com água não é suficiente para a boa saúde e para prevenir as doenças. Ambas as mãos devem ser esfregadas com sabão ou cinzas e enxaguadas com água corrente para eliminar os germes.
As mãos devem ser lavadas freqüentemente, principalmente depois de ir ao banheiro e antes de comer.
Preparo de alimentos   
Photo: Geoff Crawford, Tearfund
Garantir que todos os membros da família tenham o suficiente para comer e que os alimentos sejam nutritivos (Passo a Passo 65), é vital para manter a boa saúde.
A maneira como os alimentos são armazenados e preparados também é importante para prevenir as doenças.

  • Lave bem as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos.
  • Assegure-se de que todas as panelas, pratos, facas e utensílios usados para preparar os alimentos estejam limpos.
  • Mantenha as carnes e peixes crus longe dos alimentos cozidos.
  • Cozinhe as carnes por completo antes de comê-las.
  • Sirva alimentos frescos. Não espere muito para comer os alimentos cozidos. O leite, o peixe, a carne cozida e o arroz cozido estragam rapidamente. Se requentar algum alimento cozido, assegure-se de ele seja requentado por completo.
  • As moscas transmitem doenças, assim, cubra sempre os alimentos para mantê-las afastadas.
Água potável
A água potável é vital para a saúde. Uma forma de garantir que a água seja segura para beber é fervendo-a. Ferver a água mata os germes que causam a diarréia e tornam a água potável. Se o combustível for escasso, é possível purificar a água com a luz do sol (Passo a Passo 51 e www.sodis.ch).
Depois que a água tiver sido tratada, ela deve ser mantida limpa. Se a água para beber for armazenada, certifique-se de que os recipientes estejam limpos e sejam cobertos com tampas para evitar as moscas e o pó. Não coloque as mãos na água. Ao invés disso, use uma caneca limpa de alça comprida ou uma concha para tirar a água do recipiente para beber.
Evite ferimentos
Procure evitar que ocorram ferimentos.
  • Mantenha todos os objetos afiados, como facas, latas abertas e vidro quebrado, longe das crianças.
  • Mantenha os fósforos e lampiões fora do alcance das crianças.
  • Tenha cuidado ao cozinhar e não deixe as crianças pequenas chegarem perto do fogo ou de água fervent
  • Não deixe os cabos das panelas saindo para fora do fogão, para que as crianças não possam alcançá-los.
  • Ensine as crianças a atravessarem a rua com segurança.
  • Mantenha os aparelhos elétricos longe da água para evitar o risco de choques elétricos. Ensine as crianças a não tocarem em tomadas elétricas.
  • Não consuma bebidas alcoólicas em excesso.
Prevenção de infecções
Os bons hábitos de higiene e saneamento em casa ajudam a prevenir as infecções. Para ver idéias para o saneamento comunitário, consulte a Passo a Passo.
  • Não deixe os porcos ou outros animais entrarem em casa ou nos locais onde as crianças brincam.
  • Se as crianças ou os animais defecarem perto de casa, limpe imediatamente. Ensine as crianças a usarem a latrina.
  • Não cuspa no chão e cubra a boca quanto tossir ou espirrar.
  • Leve as crianças para serem vacinadas. As vacinas geralmente são gratuitas e oferecem proteção contra muitas doenças perigosas. Peça orientação no seu posto de saúde mais próximo.
  • Trate as doenças infecciosas o mais rápido possível para evitar que elas sejam transmitidas para outras pessoas.
  • Não ande de pés descalços em locais onde haja vermes.

As alergias

O que são alergias?

Uma alergia é uma reacção excessiva do nosso organismo a substâncias que ele considera nocivas, se bem que não o sejam. Ou seja, uma reacção normal seria a reacção imunológica quando na presença de uma substância nociva. Uma alergia é resultado do "excesso de zelo" do nosso sistema imunitário, uma desregulação do sistema, provocando reacções, mesmo que o elemento estranho não tenha um carácter ameaçador ou perigoso.

A estas reacções nocivas chamamos "hipersensibilidade" ou "alergia". Às substâncias supostamente nocivas chamamos "alérgenos".

O nosso sistema imunitário tem uma base de dados das substâncias "estranhas" com as quais já teve contacto, e da resposta a produzir quando a encontrar novamente. Cada vez que o alérgeno atacar, ele responde por anticorpos específicos memorizados.

Principais Tipos de Alergenos

Alergia a animais:
No caso de alergia a animais, reduzir o contato com eles é muito importante. Os sintomas tendem a desaparecer na medida em que se eliminem pêlos e resíduos dos animais no meio ambiente, não esuqecer que a limpesa da casa é um fator importante para a melhora da alergia.
Em muitos casos, a remoção do animal caseiro é a única solução embora possa ser muito traumática. No caso da remoção do animal não ser possível, entretanto, não se deve permitir a entrada do animal principalmente no quarto de dormir do paciente e a casa deve, se possivel, aspirada diariamente.
Se um membro da família é alérgico, é conveniente, como medida preventiva, retirar os animais da casa. Isto ajuda a prevenir o desenvolvimento de alergias adicionais. Tapetes,tecidos, etc, feitos de pêlo de animal devem ser evitados. Contato com animais fora de casa deve ser evitado. Um problema pode surgir quando indivíduos alérgicos visitam casas onde existem animais domésticos. A melhor solução é usar equipamentos profiláticos antes da visita.
Alergia a Pó caseiro:
No caso de alergia ao pó doméstico, a casa deve ser limpa, de preferência com aspirador de pó, diariamente, especialmente o quarto de dormir. A limpeza deve ser realizada por uma pessoa não alérgica.
Deve-se evitar o uso de tapetes e móveis susceptíveis ao acumulo de pó.
Os dormitórios, na medida do possível devem ser mantidos livres de pó, e os colchões e travesseiros devem preferencialmente ser de material sintético.
A alergia ao pó pode ser provocada pelos ácaros existentes no pó doméstico. Estes são organismos microscópicos que vivem nas roupas da cama e nos tapetes. Os pacientes devem ser aconselhados a trocar de roupa de cama com preferência, tomar banho e trocar de roupa de preferência diariamente. Observando-se que colchões e travesseiros devem ser encapados com capas específicas.
Alergia a Fungos:
No caso de alergia a fungos, deve-se evitar ambientes úmidos, caso não seja possível utilizar desumidificador e purificador de ar nos locais contaminados por fungos.
O pó doméstico pode conter grandes quantidades de fungos.
Os pacientes devem evitar áreas onde os fungos proliferam, como, por exemplo, montes de folhas de árvores, toras de madeira, áreas fortemente sombreadas ou de espessa vegetação. Durante a época da colheita, devem-se evitar os lugares. Arejar bem os ambientes que permanecem fechados durante muito tempo.
Alergias a Pólens:
Evitar o contato direto com o pólen, isto é, não colher flores e evitar ter flores dentro de casa.
Durante a polinização, as janelas dos quartos de dormir, devem ser mantidas fechadas para que o vento não introduza o pólen. Além disso, é aconselhável arejar a roupa de cama na parte da manhã, quando o nível de pólen no ar é mais baixo.
Durante os dias secos e quentes, pode haver necessidade do paciente permanecer em casa com as portas e janelas fechadas, uma vez que existe grande quantidade de pólen no ar.
Alergia a Insetos:
É possível prevenir picadas de abelhas e marimbondos evitando os locais que atraem estes insetos, caso não seja possível, recomenda-se utilizar um aparelho que utiliza tecnologia de ultra-som para afastar insetos, ou um repelente específico.
Alergia a Alimentos:
Hipersensibilidade a alimentos pode ocorrer devido a mecanismos alérgicos ou não alérgicos. As crianças são geralmente mais susceptíveis e acredita-se que entre 10% e 20% das crianças alérgicas apresenta reações a alimentos.
Os alimentos que mais frequentemente causam sintomas durante a primeira infância são o leite de vaca, ovos, peixes, frutas cítricas e tomate. A maioria das crianças desenvolve intolerância a frutas cítricas e tomate em alguns anos, mas a alergia a peixe e nozes, por exemplo pode continuar até a idade adulta.
No adulto, entretanto, aparecem outros alimentos que podem produzir hipersensibilidade.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Doenças urbanas

Ciências-Doenças urbanas


Doenças urbanas
As cidades nos oferecem oporttunidades para trabalho,estudo,troca de mercadorias e de serviços,lazer, esportes e cultura.Não é à toa que a maioria da população brasileira vive nas cidades.
No entanto, a aglomeração de pessoas nas cidades traz varios problemas.Entre os mais graves, temos os relacionadas à saúde.A Organização Mundial da Saúde(OMS) e outras entidades mostram que as chamadas doenças urbanas(doenças relacionadas com a vida em cidades)são as que mais matam no mundo.
Câncer

A palavra câncer tem origem no latim, cujo significado é caranguejo. Tem esse nome, pois as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias como se fossem os tentáculos de um caranguejo.
Esta doença tem um período de evolução duradouro, podendo, muitas vezes, levar anos para evoluir até ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de cem tipos desta doença, sendo que a maioria tem cura (benignos), desde que identificados num estágio inicial e tratados de forma correta.
Como os tumores nascem
Os tumores aparecem no organismo quando as células começam a crescer de uma forma descontrolada, em função de um problema nos genes. A causa dessa mutação pode ter três origens : genes que provocam alterações na seqüência do DNA; radiações que quebram os cromossomos e alguns vírus que introduzem nas células DNAs estranhos. Na maioria das situações, as células sadias do organismo impedem que estes DNAs passem adiante as informações.
O tumor desenvolve um conjunto de rede de vasos sanguíneo para se manter. Através da corrente sanguínea ou linfática, as células malignas chegam em outros órgãos, desenvolvendo a doença nestas regiões. Esse processo de irradiação da doença é conhecido como metástase.
Esta doença é tão perigosa, pois possui capacidade eficiente de reprodução dentro das células e também porque se reproduz e coloniza facilmente áreas reservadas a outras células.
Principais causas
Existem vários fatores que favorecem o desenvolvimento do câncer. Podemos citar como principais : predisposição genética (casos na família), hábitos alimentares, estilo de vida e condições ambientais. Todos estes fatores aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença.
Cãncer nos pulmões, na boca e na laringe são as principais doenças causadas pelo cigarro. Bebida alcoólica em excesso pode provocar, com o tempo, o aparecimento de câncer na boca. Sol em excesso pode afetar as células e cresce o risco do desenvolvimento desta doença na pele. O câncer de mama tem origens nos distúrbios hormonais e é mais comum nas mulheres. A leucemia (câncer no sangue) é desencadeado pela exposição à radiações.
Determinadas infecções podem desencadear o surgimento de tumores no estômago e no fígado. A vida estressante, a alimentação inadequada (rica em gorduras, conservantes e pobre em fibras) também estão relacionados a alguns tipos de câncer.
Tratamento
O melhor tratamento ainda é aquele que visa evitar o surgimento da doença. Para tanto, os especialistas aconselham as pessoas a ter uma vida saudável: alimentação natural e rica em fibras, evitar o fumo e o álcool, ter uma vida tranqüila, fugindo do estresse, usar protetores ou bloqueadores solares e fazer exames de rotina para detectar o início da doença.
Atualmente, a medicina dispõe da radioterapia e de cirurgias para combater a doença. Quando se faz necessário a retirada do tumor, a cirurgia é o procedimento mais adequado. Já a radiação é utilizada para matar as células cancerígenas. Porém, este segundo procedimento tem efeitos colaterais como, por exemplo, queimaduras na pele provocada pela passagem da radiação.
A quimioterapia é um procedimento que visa, através da administração de drogas, impedir a reprodução das células cancerígenas, levando-as à morte. Esse procedimento também tem efeitos colaterais como, por exemplo, a queda de cabelos.
Nos casos de câncer de mama e de próstata é usada a hormonoterapia, pois estes tipos de tumores são sensíveis à ação de determinados hormônios.
Hipertensão

A Hipertensão Arterial, mais conhecida como “Pressão Alta”, pode ser encarada como uma doença ou como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças do coração, pois, na grande maioria das vezes, não provoca sintomas ou os sintomas são gerais (podem ocorrer em qualquer doença), como dores de cabeça, tonturas, mal estar...  
É muito importante entender que quem sofre de hipertensão arterial terá que fazer seu controle por toda a vida, visto que, na grande maioria das pessoas (95%), não se consegue descobrir sua causa.
De todos esses casos, felizmente, a grande maioria (90%) apresentará hipertensão leve, ou seja, fácil de controlar e tratar.
Acidente vascular cerebral
O termo Acidente Vascular Cerebral, significa o comprometimento súbito da função cerebral causado por inúmeras alterações histopatológicas que envolvem um ou vários vasos sanguíneos intracranianos ou extracranianos. Aproximadamente 80% dos AVC são causados por um baixo fluxo sanguíneo cerebral (Isquemia) e outros 20% por hemorragias tanto intraparenquimatosas como subaracnoídeas. O grande problema em relação aos AVC não se encontra apenas na mortalidade mas sim a incapacitação que impõe ao indivíduo como não se alimentar ou locomover além do problema social.
A Incidência Americana esta estabilizada em torno de 0,5 a 1,0 casos por cada 1000 habitantes e alguns países europeus e o Japão esta incidência chega a 3 por cada 1000 habitantes por motivos que não se pode explicar até o momento. É a terceira principal causa de morte entre as a patologias clínicas e a mais freqüente causa de morbidade entre as doenças neurológicas após a S. de Alzheimer. Estes índices são maiores entre negros e proporcionais em relação ao sexo. Nos indivíduos acima dos 75 anos esta incidência chega a 30 por 1000hab.
Infarto
Infarto do miocárdio é a necrose de uma parte do músculo cardíaco causada pela ausência da irrigação sanguínea que leva nutrientes e oxigênio ao coração. É o resultado de uma série complexa de eventos acumulados ao longo dos anos, mas pode ser caracterizado pela oclusão das artérias coronárias em razão de um processo inflamatório associado à aderência de placas de colesterol em suas paredes. O desprendimento de um fragmento dessas placas ou a formação de um coágulo de sangue, um trombo, dentro das artérias acarretam o bloqueio do fluxo de sangue causando sérios e irreparáveis danos ao coração (necrose do músculo cardíaco).

Sintomas



  • Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de trinta minutos;




  • Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não à ingestão de alimentos;




  • Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais freqüentemente do lado esquerdo do corpo);




  • Ocorrência de suor, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;




  • Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente.

    Fatores de risco e prevenção
    Não há dúvida de que a melhor maneira de evitar o infarto é reduzir a exposição aos fatores de risco: fumo, obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol, estresse, vida sedentária e/ou histórico pessoal ou familiar de doenças cardíacas.
    Assumir uma atitude mental confiante e positiva é um passo decisivo para a recuperação dos infartados. É importante deixar claro que pessoas que sobrevivem a um infarto e adotam estilos de vida saudável, em sua maioria, conseguem retornar à vida normal e reassumir suas atividades profissionais. Recomendações




  • Ao surgirem os primeiros sintomas, procure socorro imediatamente. Não dirija automóvel e evite andar ou carregar peso mesmo que a dor seja mínima;




  • Se estiver com alguém que apresente sintomas de infarto por mais de dez minutos, não perca tempo: procure socorro urgente. Mantenha a pessoa aquecida e calma. Salvo orientação médica em contrário, não lhe dê coisa alguma para beber ou comer;




  • Desde que a pessoa consiga engolir sem dificuldade e não seja alérgica ao medicamento, dê-lhe um comprimido de aspirina;




  • Se a pessoa desfalecer, verifique sua respiração e seu pulso. Na ausência desses sinais vitais, inicie imediatamente os procedimentos adequados de recuperação cardiopulmonar, mantendo-os até que o socorro chegue. Não tente transportar a pessoa desfalecida, porque ela corre sério risco de morrer no caminho. Coloque-a em posição confortável, levemente inclinada, e afrouxe suas roupas;




  • Não se iluda com a aparência de sintomas de azia intensa, pois eles podem indicar, na verdade, alterações cardíacas importantes;




  • Transmita confiança ao infartado e evite entrar em pânico. Os primeiros socorros são fundamentais para salvar vidas.

    Importante
    Procure imediatamente o médico se sentir dores inexplicáveis no peito, falta de ar, batimentos cardíacos acelerados, respiração noturna ofegante, pés e tornozelos inchados ou aumento de peso injustificado resultante de inchaço por retenção de líquidos.
    O infarto é uma ocorrência muito grave e requer atendimento profissional imediato. Pode vir precedido de crises de angina (dores no peito, muitas vezes associadas ao esforço físico) ou irromper sem qualquer aviso. Cerca de l/3 das pessoas que sofrem infarto não sobrevivem e a maioria das mortes ocorre dentro de duas horas.

    Gastrite

    "A gastrite é uma doença inflamatória que se caracteriza por acometimento da camada de tecido mais superficial que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crônica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite."



    O estômago é um órgão de extrema importância para o processo de digestão dos alimentos. Nele, encontramos vários tipos de células com diferentes funções. Algumas produzem enzimas que ajudam na quebra dos alimentos e outras produzem ácido clorídrico, que é responsável pelo ambiente ácido característico desse órgão. Normalmente, há produção de um muco que reveste internamente a parede do estômago, protegendo as células da agressão pelo ácido.



    A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes.


    : essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse microorganismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.
    • Aspirina: o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteróides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica. Importante ressaltar que esses medicamentos só levam a esses problemas quando usados regularmente por um longo período. O uso de corticóide por longo período também pode levar a gastrite.
    • Álcool: pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.
    • Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações, entretanto, pode haver produção de anticorpos contra as próprias células do organismo, levando a vários tipos de doenças (por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, diabetes mellitus tipo 1). Na gastrite auto-imune, os anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer a longo prazo.
    • Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis; pode também ser causada por vírus, fungos e outros parasitas.
    • Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica; a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças como a sarcoidose e a doença de Crohn.
    • A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.



    A gastrite pode ser completamente assintomática, principalmente nos casos crônicos. Na fase aguda, os sintomas são mais proeminentes. Comumente, os sintomas são:
    • Desconforto na região superior do abdome: pode ser representado por dor ou apenas um desconforto. Alguns pacientes podem relatar dor em queimação; dor que melhora com a ingestão de alimentos.
    • Náuseas e vômitos, geralmente acompanhando o desconforto.
    • Saciedade precoce, ou seja, sensação de empachamento logo após a alimentação. Esse sintoma pode levar à redução e perda de apetite.
    • Se a gastrite levar à formação de úlceras gástricas hemorrágicas, pode haver eliminação de sangue digerido, nas fezes (que ficam escuras) ou nos vômitos.



    O médico suspeita de gastrite quando o paciente relata a presença dos sintomas listados anteriormente. O médico investiga os hábitos alimentares do paciente, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas, se o paciente tem outras doenças já diagnosticadas. A partir daí, exames complementares podem ou não ser realizados.
    Importante ressaltar que o diagnóstico de gastrite só pode ser firmado pela endoscopia digestiva alta, quando o médico visualiza a mucosa gástrica lesada e colhe fragmentos (biópsia) para exame citológico. Caso não seja realizada a endoscopia, o diagnóstico mais correto é o que chamamos de Dispepsia, que pode ser funcional ou não.
    Se a causa da gastrite for evidente já na história, como por exemplo, o uso de antiinflamatórios, o médico já indica o tratamento adequado. No caso do H. pylori, a identificação da infecção pode ser feita no material obtido pela biópsia, à endoscopia, através de um teste respiratório ou exame de sangue. Se o paciente for portador dessa bactéria, o médico decidirá sobre a erradicação ou não da infecção, com base no quadro clínico do paciente.



    O tratamento da gastrite é direcionado pela causa. Entretanto, alguns medicamentos são utilizados para a melhora dos sintomas enquanto se trata a causa específica. O paciente deve evitar o uso de medicamentos como a aspirina e outros antiinflamatórios não-esteróides, bebidas alcoólicas e cigarro.
    O tratamento da infecção pelo H. pylori pode ser bastante difícil em alguns pacientes, e não é raro que ocorra a reinfecção. Esse tratamento não é indicado de rotina em todos os pacientes, sendo reservado para aqueles que apresentam úlcera péptica ou linfoma gástrico. Neles, o tratamento é realizado com antibióticos, medicamentos que reduzem a secreção de ácido pelo estômago e também com agentes protetores da mucosa gástrica.
    Na gastrite induzida por medicamentos, geralmente a suspensão do agente suspeito leva à resolução do quadro. Associado a isso utiliza-se medicamentos para melhora sintomática. Em alguns tipos de gastrite pode ser necessário o uso de corticóide, para conter o processo inflamatório e prevenir complicações.
    Nos pacientes hospitalizados, em unidade de tratamento intensivo, politraumatizados e grandes queimados, o desenvolvimento de gastrite aguda pode ser dramático. Por isso, neles, é feita a prevenção do desenvolvimento da doença, com o uso de medicamentos que reduzem a produção de ácido, pelo estômago.
    Os medicamentos utilizados para melhora sintomática podem atuar melhorando o esvaziamento gástrico ou reduzindo a secreção de ácido. Os que melhoram o esvaziamento gástrico são os chamados pró-cinéticos, que reduzem a estase alimentar no estômago e auxiliam na digestão, como por exemplo, a metoclopramida e a bromoprida. A redução da secreção de ácido é eficiente para combater a dor e a azia, e pode ser feita com medicamentos de dois grupos:
    • Antagonistas de receptores H2: cimetidina, ranitidina. São também usados para a prevenção da gastrite aguda nos pacientes hospitalizados.
    • Inibidores da bomba de prótons: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol.
    Outros medicamentos que podem ser usados, eventualmente, são os protetores da mucosa gástrica, como o sucralfato, por exemplo.



    • Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.
    • Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.
    • Evitar os famosos "fast-foods".
    • Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.
    • Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de mais fácil digestão.
    • O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas.
    • Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão .





  • quarta-feira, 27 de julho de 2011

    Praia jurere

    centro


    Praia de Jurerê
    A praia de Jurerê é uma das mais belas de Florianópolis.
    Localizada ao norte da i
    lha, é uma praia de mar calmo, límpido e quente, ideal para praticar esportes, pescar, velejar ou andar de jet-sky.
    Além disto é  especial para o divertimento das crianças e a tranquilidade dos pais pois suas águas não apresentam qualquer tipo de correnteza.


    rerê Internacional.
    Outro diferencial para quem aprecia os esportes náuticos são as marinas do Blue Fox e do Clube Veleiros da Ilha.Tudo isso em um raio de 500 metros da pousada da Âncora.

    Possui excelente infra-estrutura, contando com supermercados, farmácias, restaurantes, bares, boates (P12), pizzarias (com tele-entrega) além do Jurerê Open Shopping, um shooping center localizado no calçadão central de Ju
    jurere
    Como pontos turísticos a praia possui a Fortaleza de São José da Ponta Grossa - construída em 1740 pelos portugueses.
    forte2
    Na foto abaixo você pode ter noção da distância da pousada até a praia.
    pousadalocal
    Outros pontos turísticos como a baía dos golfinhos e uma segunda fortaleza localizada na ilha de Anhatomirim, podem ser visitados através de passeios de escuna.
    O calçadão de Jurerê Internacional é uma boa opção de lazer com um várias lojas e bares.

    Praia grande

     

    Praia Grande região

    Praia Grande região, é verdade faz parte da Baixada Santista.

    Uma das praias mais procuradas de São Paulo, sua população em 2010 chegou a marca de 261.000 habitantes. Imagina você, que Praia Grande em alta temporada chega a receber perto de 1.600.000 pessoas, coisa rara entre cidades de turismo receber até 6 vezes o número de sua população.
    Alguns requisitos previsto em lei define que é considerado de estância Balneária pelo Estado de São Paulo. E devido a esse titulo passa a ter uma receita maior do Estado.

    Praia grande fazia parte de São Vicente até o ano de 1967.
    Após a emancipação, a cidade acelerou levemente o ritmo de crescimento experimentado desde a década de 1950, com mais qualidade em seus serviços públicos, dada a proximidade do poder municipal com a realidade da população local. Na década de 1980, a cidade ganha novo impulso para seu crescimento, com a inauguração da Ponte do Mar Pequeno (no trecho final da Rodovia dos Imigrantes), ligando a ilha de São Vicente à cidade, e resolvendo dois problemas de uma só vez: além de desafogar o trânsito na saturada Ponte Pênsil, a cidade ganhava uma ligação direta à Capital, sem a necessidade de se passar pelas cidades de Santos e São Vicente, a fim de acessar a Via Anchieta, então a única opção para se chegar à capital. Assim, Praia Grande passou a ser o balneário mais próximo da capital.
    .A distancia de São Paulo até praia Grande é de 73km, Rio de Janeiro Praia Grande 517 km e de Curitiba 389 km.

    SÃO PAULO: O acesso poderá ser feito pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, hoje com 176 km de extensão. O Sistema Anchieta-Imigrantes é formado pelas Rodovias Anchieta, dos Imigrantes (contando com a recém-inaugurada Pista Descendente), Padre Manoel da Nóbrega (antiga Pedro Taques), Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçagüera-Guarujá) .
    RIO DE JANEIRO: Siga pela Via Dutra. Até chegar em São Paulo, é só descer a Serra do Mar pelo Sistema Anchieta-Imigrantes. O acesso também poderá ser feito pela Rio-Santos, viagem mais demorada entretanto com a beleza de toda costa.
    CURITIBA: Acesse a Rodovia Régis-Bittencourt (BR-116). Chegando na Serra de Miracatu, é só pegar a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055) sentido Peruíbe, até chegar a Praia Grande.
    Aproveite bem o verão, faça uma visita a Praia Grande



     

    sexta-feira, 17 de junho de 2011

    Inca

    Introdução 

    A Civilização Inca desenvolveu-se na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram conquistados e dominados pelos espanhóis no ano de 1532.
    Governo 
    O imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um deus na Terra. A sociedade era extremamente hierarquizada e formada por: nobres ( governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.
    Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
    A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti ). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.

    Arte egípcia

    Arte Egípcia

    A arte Egípcia surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas é entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Egípcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupação com a delicadeza das formas.

    O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais.

    Os egípcios ao esculpir e pintar tinham o propósito de relatar os acontecimentos de sua época, as histórias dos Faraós, deuses e do seu povo em menor escala, já que as pessoas não podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos. Provavelmente eles não tiveram a intenção de nos deixar a "arte" de seus criadores.

    O tamanho das pessoas e objetos não caracterizavam necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social.

    Os valores dos egípcios eram eternos e estáveis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. O Faraó representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era responsável pelo bem-estar do povo, sendo considerado também como um próprio Deus.Matéra:artes