sexta-feira, 17 de junho de 2011

Inca

Introdução 

A Civilização Inca desenvolveu-se na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram conquistados e dominados pelos espanhóis no ano de 1532.
Governo 
O imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um deus na Terra. A sociedade era extremamente hierarquizada e formada por: nobres ( governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.
Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti ). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.

Arte egípcia

Arte Egípcia

A arte Egípcia surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas é entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Egípcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupação com a delicadeza das formas.

O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais.

Os egípcios ao esculpir e pintar tinham o propósito de relatar os acontecimentos de sua época, as histórias dos Faraós, deuses e do seu povo em menor escala, já que as pessoas não podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos. Provavelmente eles não tiveram a intenção de nos deixar a "arte" de seus criadores.

O tamanho das pessoas e objetos não caracterizavam necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social.

Os valores dos egípcios eram eternos e estáveis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. O Faraó representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era responsável pelo bem-estar do povo, sendo considerado também como um próprio Deus.Matéra:artes

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Paisagens vegetais Brasileiras.

Fotos da floresta amazonica
Essa floresta amazônica é um dos bens mais preciosos por causa das espécies de animais e plantas encontradas nessa floresta brasileira, são animais que vivem muito bem nessa floresta que também tem uma grande quantidade de plantas que podem ser usadas para produzir vários tipos de remédios eficazes, alguns remédios que devem ser manipulados foram feitos com algumas plantas medicinais encontradas aos montes na floresta localizada no Brasil. A floresta amazônica também se estende pelos países Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname, Equador, Colômbia, Bolívia e Venezuela, mas a maior parte dessa bela floresta cheia de riquezas naturais está localizada em território brasileiro.
Mas essa bela floresta brasileira sofre com algumas coisas ruins que são causadas pelos seres humanos que cortam grandes quantidades de árvores, e esse desmatamento descontrolado pode matar vários animais que precisam de grandes áreas de mata fechada para poder sobreviver em paz. Essas áreas da floresta amazônica que já foram desmatadas podem ser vistas através de fotos divulgadas na internet, mas essas fotos de desmatamento de uma floresta tão linda podem decepcionar milhares de brasileiros que devem procurar por fotos da floresta amazônica intacta.
As fotos dessa floresta intacta podem ser encontradas facilmente pelos brasileiros em alguns sites que falam bastante sobre belezas naturais, mas quem não conhece sites que falam de meio ambiente podem procurar por várias fotos dessa floresta naqueles sites de buscas que qualquer brasileiro deve conhecer muito bem, serão nesses sites que muitos poderão conhecer um pouco mais da floresta amazônica que deve ser mais conservada.
Os brasileiros que gostarem das fotos da floresta amazônica podem até estar fazendo uma viagem inesquecível para esse lugar que sempre foi muito visitado até por turistas, porque muitos querem conhecer um pouco mais das belezas naturais dessa floresta que infelizmente foi bastante desmatada pelos seres humanos, mas mesmo com grandes áreas desmatadas dá para aproveitar uma boa parte dessa floresta que continua intacta com uma mata fechada e muitos animais vivendo em
FLORESTA TROPICAL ATLÂNTICA ( MATA ATLÂNTICA)

MATA DOS COCAIS (formação complexa)

MATA DE ARAUCÁRIAS

CERRADO

VEREDAS (são comuns nas paisagens do CERRADO)

CAATINGA

CAMPOS ou PRADARIAS

PANTANAL


MANGUEZAL

Infelizmente não consegui imagens das gravuras dessas paisagens, que aparecem nos vestibulares. Se quiserem tirar cópias, eu tenho o livro com tais imagens, chama-se "Domínios de Natureza do Brasil" de Aziz Ab' Saber.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

ATMOSFERA E SEUS FENÔMENOS
A atmosfera é a camada gasosa que envolve o planeta Terra, fundamental para a manutenção da vida.
    Dentre as suas funções, destacam-se:
      – Filtragem: responsável por filtrar os raios nocivos à vida em nosso planeta, graças ao ozônio encontrado na camada denominada estratosfera.
      – Proteção: proteger a superfície terrestre de qualquer corpo que entre em rota de colisão com nosso planeta, por exemplo, os meteoros.
      – Conservação: conservar o calor recebido do Sol durante o dia, desprendendo-o gradativamente à noite,(efeito estufa). Com a elevada emissão de gases estufa, esta função vem sendo ampliada, aumentando assim, a temperatura média da atmosfera .
    Além dessas funções, a atmosfera guarda a quantidade necessária de oxigênio para a manutenção da vida.
    Principais camadas da atmosfera:
      – Troposfera camada em contato com a superfície terrestre, que concentra cerca de 90% dos gases atmosféricos. Na troposfera, ocorrem os fenômenos atmosféricos.
      – Estratosfera destaca-se por concentrar o ozônio responsável pela filtragem dos raios nocivos à vida em nosso planeta.
      – Ionosfera camada ionizada, responsável por refletir as ondas curtas de rádio.
      – Mesosfera também denominada de hidrogenada, por nela predominar o hidrogênio.
      – Exosfera porção mais externa da atmosfera, onde o ar se apresenta extremamente rarefeito.

FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS
         Temperatura atmosférica

    Define-se temperatura atmosférica como a quantidade de calor existente no ar. Ela sofre influência de uma série de fatores, responsáveis pela sua variação:
      – Altitude: nas maiores altitudes, as temperaturas são menores, porque o ar se apresenta mais rarefeito e, assim, absorve menor quantidade de calor.
      – Latitude: quanto maior a latitude, menor é a temperatura, porque os raios solares incidem de forma perpendicular sobre a região equatorial. À medida que aumenta a latitude, vai aumentando a inclinação dos raios solares e, portanto, aquecendo menos a atmosfera.
      – Chuvas: resfriam a troposfera, em função do aumento da umidade no ar.
      – Vegetação: a transpiração dos vegetais aumenta a umidade do ar reduzindo, assim, as temperaturas.
      – Ventos: podem aquecer ou resfriar a troposfera, dependendo do local de origem.
      – Correntes marítimas: aquecem ou resfriam a atmosfera, dependendo do local onde se originam.
      – Aglomerados urbanos: responsáveis pela criação de verdadeiras " ilhas de calor" . Nas cidades, as temperaturas são maiores, como conseqüência da relação do calor com o asfalto e concreto, dos motores e fornos ligados, e a pequena quantidade de vegetação.


     Pressão Atmosférica

    É a força que o ar exerce sobre a superfície terrestre, podendo variar de acordo com alguns fatores:
      – Altitude: nas maiores altitudes a pressão é menor, por apresentarem uma menor coluna de ar sobre a superfície.
      – Temperatura: quanto maior a temperatura atmosférica, menor será a pressão. O ar aquecido se torna menos denso e, assim, exerce menor pressão sobre a superfície.     


    Ventos

    As diferentes pressões existentes em nosso planeta são responsáveis pela formação dos ventos. Vento é o ar em movimento, que ocorre de áreas de alta pressão (anticiclonais) para baixa pressão (ciclonais).
    A velocidade dos ventos está relacionada à diferença de pressão: quanto maior essa diferença, maior a velocidade dos ventos.

      – Tipos de ventos
    Dependendo da direção, constância ou época em que sopram, os ventos podem ser:
      = Constantes: sopram constantemente em uma mesma direção, como os ventos alísios e contra-alísios, que se dirigem dos trópicos para o equador e do equador para os trópicos, respectivamente.
      = Periódicos: ventos que sopram, num período, numa direção e, noutro período, em direção contrária, como as brisas e monções.
      = Brisas durante o dia, sopram do mar para o continente, denominando-se brisas marítimas. À noite, dirigem-se do continente para o mar, brisas continentais.
      = Monções atingem o Sul e o Sudeste da Ásia. Variam de direção de acordo com as estações do ano. As monções de verão se deslocam do mar para o continente e as de inverno, tomam a direção contrária.
      = Locais: são ventos que sopram em determinadas épocas, num mesmo local, como por exemplo, minuano, simum, mistral dentre outros

      – Massas de ar
    São grandes porções de ar que se costumam originar em áreas extensas e homogêneas, como nas planícies, nos oceanos, nos desertos, nas grandes florestas.
    Em seu processo de formação, as massas de ar adquirem as características de umidade e temperatura das áreas de origem quentes ou frias, úmidas ou secas. Ao se deslocarem, elas podem alterar suas características iniciais, dependendo das regiões por onde passam.
    O encontro de duas massas de ar com características diferentes originam uma frente . As frentes podem ser quentes ou frias, dependendo da massa que predominar.


    Umidade atmosférica

    É a quantidade de vapor de água existente no ar, como conseqüência do ciclo das águas, ou seja, como resultado da evaporação, condensação e precipitação.
      –Umidade absoluta quantidade absoluta de vapor de água existente no ar, num dado momento e num determinado local.
      –Ponto de saturação limite máximo de vapor de água que o ar pode conter. O ponto de saturação é "diretamente proporcional" à temperatura atmosférica, ou seja, quando diminui a temperatura, ele também sofre redução.
      –Umidade relativa relação existente entre a umidade absoluta e o ponto de saturação de um local. Por exemplo: se um determinado local apresenta uma umidade absoluta de 5 g/m3 e um ponto de saturação equivalente a 10 g/m3, a umidade relativa desse local é de 50%. Para o cálculo da umidade relativa, basta armar uma regra de três simples, em que o ponto de saturação corresponde a 100% e a umidade absoluta, a x .
O movimento de rotação da Terra
Autor: Fábio Reis
Data: 22/5/2002





Note pelo desenho, que a velocidade na superfície da Terra varia conforme a latitude. No Equador, ela é extremamente alta e vai diminuindo conforme se aproxima dos pólos. Esse fato faz com que qualquer massa de ar movendo-se livremente (vento) seja desviada quando se desloca sobre a superfície. Este desvio acontece em relação ao solo. A Terra sai de baixo e o vento continua seu trajeto.(veja sequência das figuras).

Como estamos na superfície da Terra e não percebemos que estamos em rotação, esse efeito é observado como se o vento fizesse uma curva.

Numa carta geral dos oceanos vamos observar que as correntes oceânicas também obedecem essa propriedade. Responsabilizamos a esse efeito o aparecimento de uma força que chamaremos de Coriolis. Portanto, a “força de Coriolis” é somente uma força aparente, mas o desvio, é um desvio real.

A rotação da Terra (origem da força de Coriolis) e a mudança na direção do vento com a latitude (de Leste nos trópicos e de Oeste em latitudes médias) causam a circulação dos oceanos. Essa circulação acontece no sentido horário no hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul. - Latitude

Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor.

- Altitude

Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.

A pressão atmosférica e os ventos - Brasil
Clique na imagem para ampliá-la.
Sabemos que a pressão atmosférica varia com a altitude e com a temperatura. Essas variações e diferenças na pressão atmosférica determinam, ao longo do ano, os centros de altas e de baixas pressões e, conseqüentemente, a circulação atmosférica, com alguns ventos importantes.

Nossa atmosfera é agitada, constantemente, pêlos alísios. Tais ventos regulares provocam chuvas ora na Região Norte, ora na Zona da Mata do Nordeste e, por vezes, na Região Centro-Oeste.

As brisas, ventos periódicos que ocorrem nos litorais, são frequentes ao longo de toda a nossa extensa orla litorânea.
A atmosfera brasileira é agitada ainda por outros ventos, locais e variáveis, tais como:
• o minuano ou pampeiro, vento local frio, que castiga o Rio Grande do Sul, nos meses de inverno;
• o noroeste, vento quente procedente do Centro-Oeste, que "varre" o Estado de São Paulo, principalmente no inverno (agosto), provocando chuvas e alguns acidentes, como destelhamentos de casas e de barracões.
Considerando apenas as capitais brasileiras, as de maiores pressões atmosféricas são Rio de Janeiro e Florianópolis, ambas com mais de 1 014 milibares. Brasília, devido a sua maior altitude, é a capital de menor pressão atmosférica no Brasil, com apenas 887 mb.

Significados:
agitada - movimentada.
alísios - ventos regulares que se deslocam dos Trópicos para a região equatorial.
milibar - unidade de medida da pressão atmosférica, que é simbolizada por mb.
Temperatura do Ar
A temperatura do ar é medida por meio de termômetros. Os boletins meteorológicos costumam indicar as temperaturas máxima e mínima previstas para um determinado período.
O vapor de água presente no ar ajuda a reter calor. Assim verificamos que, em lugares mais secos, há menor retenção de calor na atmosfera e a diferença entre temperatura máxima e mínima é maior. Simplificando, podemos dizer que nesses locais pode fazer muito calor durante o dia, graças ao Sol, mas frio à noite como, por exemplo, nos desertos e na caatinga.

Roupas típicas de habitantes do deserto costumam ser de lã, um ótimo isolante térmico, que protege tanto do frio quanto do calor excessivo. Além disso, as roupas são bem folgadas no corpo, com espaço suficiente para criar o isolamento térmico.

Umidade do Ar
A umidade do ar diz respeito à quantidade de vapor de água presente na atmosfera - o que caracteriza se o ar é seco ou úmido - e varia de um dia para o outro. A alta quantidade de vapor de água na atmosfera favorece a ocorrência de chuvas. Já com a umidade do ar baixa, é difícil chover.
Quando falamos de umidade relativa, comparamos a umidade real, que é verificada por aparelhos como o higrômetro, e o valor teórico, estimado para aquelas condições. A umidade relativa pode variar de 0% (ausência de vapor de água no ar) a 100% (quantidade máxima de vapor de água que o ar pode dissolver, indicando que o ar está saturado).
Em regiões onde a umidade relativa do ar se mantém muito baixa por longos períodos, as chuvas são escassas. Isso caracteriza uma região de clima seco.
A atmosfera com umidade do ar muito alta é um fator que favorece a ocorrência de chuva. Quem mora, por exemplo em Manaus sabe bem disso. Com clima úmido, na capital amazonense o tempo é freqüentemente chuvoso.
Como já vimos, a umidade do ar muito baixa causa clima seco e escassez de chuvas.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), valores de umidade abaixo de 20% oferecem risco à saúde, sendo recomendável a suspensão de atividades físicas, principalmente das 10 às 15horas. A baixa umidade do ar, entre outros efeitos no nosso organismo pode provocar sangramento nasal, em função do ressecamento das mucosas.
No entanto, também é comum as pessoas não se sentirem bem em dias quentes e em lugares com umidade do ar elevada. Isso acontece porque, com o ar saturado de vapor de água, a evaporação do suor do corpo se torna difícil, inibindo a perda de calor. E nosso corpo se refresca quando o suor que eliminamos evapora, retirando calor da pele.

Nível pluviométrico/ quantidade de chuva
A quantidade de chuva é medida pelo pluviômetro. Nesse aparelho, a chuva é recolhida por um funil no alto de um tambor e medida em um cilindro graduado.
A quantidade de chuva é medida no pluviômetro em milímetros: um milímetro de chuva corresponde a 1 litro de água por metro quadrado. Quando se diz, por exemplo, que ontem o índice pluviométrico, ou da chuva, foi de 5 milímetros na cidade de Porto Alegre, significa que se a água dessa chuva tivesse sido recolhida numa piscina ou em qualquer recipiente fechado, teria se formado uma camada de água com 5 milímetros de altura.
Os meteorologistas dizem que a chuva é leve quando há precipitação de menos de 0,5mm em uma hora; ela é forte quando excede os 4mm.


Pressão atmosférica
A pressão atmosférica está relacionada à umidade do ar. Quanto mais seco estiver o ar, maior será o valor desta pressão.
A diminuição da pressão atmosférica indica aumento da umidade do ar, que, por sua vez, indica a possibilidade de chuva. A pressão atmosférica é medida pelo barômetro.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O que a ciência conta sobre a origem do homem americano (por onde chegaram?)


Origem do homem americano é contestada1
Agência FAPESP – O povoamento do continente americano continua um mistério que desafia a ciência, mas algumas certezas começam a se fazer presente. Uma delas é que a cultura Clóvis, que por décadas foi considerada a primeira nas Américas – e que teria dado origem a todas as outras –, não era mesmo o que parecia.
A cultura Clóvis leva o nome do sítio arqueológico no Novo México, Estados Unidos, em que foram encontrados na década de 1920 artefatos produzidos há cerca de 11,5 mil anos. Os achados, principalmente pedras lascadas usadas em lanças, levaram à construção do modelo Clóvis-primeiro, segundo o qual uma única leva de indivíduos que cruzou o estreito de Bering, entre o Alasca e a Sibéria, teria iniciado o povoamento do continente americano. Mas, nos últimos anos, a teoria tem enfrentado grande resistência, após descobertas de povoamentos possivelmente anteriores no Chile e em outros países.
Um novo estudo, publicado na edição de 23 de fevereiro da revista Science, parece enterrar de vez a teoria. Ou, como preferem os autores, “coloca o último prego no caixão” do modelo Clóvis-primeiro. A afirmação não deriva da descoberta de outro povoamento anterior, mas da própria cultura encontrada há oito décadas no Novo México.
Os norte-americanos Michael Waters, da Universidade A&M do Texas, e Thomas Stafford, dos Laboratórios Stafford, no Colorado, analisaram amostras de diversos sítios Clóvis e concluíram que datavam de 10.800 a 11.050 anos atrás.
As estimativas, feitas com um novo sistema de datação por radiocarbono, contestam análises anteriores, que estimavam a idade dos artefatos entre 10.900 e 11.500 anos. “Essas datações foram feitas nas décadas de 1960 ou 1970, quando a tecnologia era muito inferior à disponível atualmente. No novo estudo, conseguimos uma margem de erro de apenas 30 anos”, disse Waters em comunicado da Universidade A&M do Texas.
A revisão leva a uma conclusão surpreendente, pois implica que a cultura Clóvis pode ter durado apenas dois séculos. Com tão pouco tempo, seria impossível que seus representantes tivessem se espalhado pelo continente.
“Uma vez que se conclui que o complexo Clóvis é mais novo e que durou muito menos do que se imaginava, você se pergunta como tais pessoas poderiam, em tão pouco tempo, ter alcançado a América do Sul”, disse Waters. “É muito pouco provável que eles tenham se deslocado tão rapidamente.”
Outra conseqüência direta dos resultados da pesquisa é que registros como o de Monte Verde, no Chile, passam a anteceder os mais antigos da cultura Clóvis em pelo menos mil anos.
“Uma implicação do estudo é que cientistas passarão a procurar por evidências pré-Clóvis com muito mais vigor. Outro ponto é que seremos forçados a desenvolver um novo modelo para explicar o povoamento das Américas”, disse Waters.
O artigo Redefining the age of Clovis: Implications for the peopling of the Americas, de M.R. Waters e T.W. Stafford Jr., pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

OBSERVAÇÕES

O povoamento das américas é um assunto altamente controverso e fascinante. Uma cultura anterior a de Clóvis na américa do sul questiona fortemente a teria de colonização pelo estrito de Bering. Ou os seres humanos atravessaram o estreito em tempos muito mais remotos, se deslocando velozmente para o sul sem deixar rastros, ou chegaram aqui cruzando o pacífico. Ambas as opções parecem polêmicas.

Tempo Histórico e Tempo Cronológico


As formas de se contar o tempo se modificam de acordo com os referenciais adotados.


O tempo é uma questão fundamental para a nossa existência. Inicialmente, os primeiros homens a habitarem a terra determinaram a contagem desse item por meio da constante observação dos fenômenos naturais. Dessa forma, as primeiras referências de contagem do tempo estipulavam que o dia e a noite, as fases da lua, a posição de outros astros, a variação das marés ou o crescimento das colheitas pudessem metrificar “o quanto de tempo” se passou. Na verdade, os critérios para essa operação são diversos.

Não sendo apenas baseada em uma percepção da realidade material, a forma com a qual o homem conta o tempo também pode ser visivelmente influenciada pela maneira com que a vida é compreendida. Em algumas civilizações, a ideia de que houve um início em que o mundo e o tempo se conceberam juntamente vem seguida pela terrível expectativa de que, algum dia, esses dois itens alcancem seu fim. Já outros povos entendem que o início e o fim dos tempos se repetem através de uma compreensão cíclica da existência.

Apesar de ser um referencial de suma importância para que o homem se situe, a contagem do tempo não é o principal foco de interesse da História. Em outras palavras, isso quer dizer que os historiadores não têm interesse pelo tempo cronológico, contado nos calendários, pois sua passagem não determina as mudanças e acontecimentos (os tais fatos históricos) que tanto chamam a atenção desse tipo de estudioso. Dessa maneira, se esse não é o tipo de tempo trabalhado pela História, que tempo tal ciência utiliza?

O tempo empregado pelos historiadores é o chamado “tempo histórico”, que possui uma importante diferença do tempo cronológico. Enquanto os calendários trabalham com constantes e medidas exatas e proporcionais de tempo, a organização feita pela ciência histórica leva em consideração os eventos de curta e longa duração. Dessa forma, o historiador se utiliza das formas de se organizar a sociedade para dizer que um determinado tempo se diferencia do outro.

Seguindo essa lógica de pensamento, o tempo histórico pode considerar que a Idade Média dure praticamente um milênio, enquanto a Idade Moderna se estenda por apenas quatro séculos. O referencial empregado pelo historiador trabalha com as modificações que as sociedades promovem na sua organização, no desenvolvimento das relações políticas, no comportamento das práticas econômicas e em outras ações e gestos que marcam a história de um povo.

Além disso, o historiador pode ainda admitir que a passagem de certo período histórico para outro ainda seja marcado por permanências que apontam certos hábitos do passado, no presente de uma sociedade. Com isso, podemos ver que a História não admite uma compreensão rígida do tempo, onde a Idade Moderna, por exemplo, seja radicalmente diferente da Idade Média. Nessa ciência, as mudanças nunca conseguem varrer definitivamente as marcas oferecidas pelo passado.

Mesmo parecendo que tempo histórico e tempo cronológico sejam cercados por várias diferenças, o historiador utiliza a cronologia do tempo para organizar as narrativas que constrói. Ao mesmo tempo, se o tempo cronológico pode ser organizado por referenciais variados, o tempo histórico também pode variar de acordo com a sociedade e os critérios que sejam relevantes para o estudioso do passado. Sendo assim, ambos têm grande importância para que o homem organize sua existência.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A água e as mudanças do estado físico

Fusão, solidificação, vaporização, sublimação e condensação

Paulo Augusto Bisquolo*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
É provável que nas suas aulas de ciências no ensino fundamental você tenha aprendido três estados físicos da matéria, o sólido, o líquido e o gasoso.

Esses estados físicos vêm do estado de agregação das moléculas constituintes da matéria. Se elas estão fortemente ligadas e com uma liberdade de movimento restrita a apenas agitações em torno de um ponto de equilíbrio, teremos nessa situação o estado sólido.

Com grau de liberdade de movimento maior, mas com alguma restrição, pois ainda há forças entre as moléculas, teremos o estado líquido e com um grau ainda maior de liberdade, pois as forças entre as moléculas são praticamente desprezíveis, teremos o estado gasoso.

Uma substância pode se apresentar em qualquer um desses estados físicos dependendo das condições de temperatura e pressão a que é submetida. Uma maneira muito comum de se mudar o estado físico de uma substância é pelo aquecimento, ou seja, pela troca de calor dessa substância com alguma fonte térmica.

Vamos estudar os processos de mudança de estado físico, assim como as leis que regem esse fenômeno.

Fusão e solidificação

Quando uma substância se encontra no estado sólido e começa receber calor, a sua temperatura aumenta, assim como o estado de agitação das suas moléculas. Se continuarmos com esse aquecimento, a agitação molecular se tornará tão intensa que as ligações entre as moléculas irão se romper.

A partir desse momento, a energia que está sendo transferida na forma de calor não será mais utilizada para o aumento da agitação molecular, mas sim, para a quebra das ligações moleculares. Essa quebra nas ligações moleculares dará as moléculas uma maior liberdade de movimento, caracterizando a fusão ou passagem para o estado liquido.

Solidificação

A solidificação é o processo inverso da fusão. Considere que uma substância no estado líquido esteja cedendo calor. Ao ceder calor, a sua temperatura irá diminuir, assim como o estado de movimentação das moléculas. Essa diminuição da movimentação molecular fará que as ligações moleculares se tornem mais intensas, caracterizando o estado sólido.

A figura abaixo representa os dois processos descritos acima na forma de um gráfico:

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Observe pelo gráfico que, durante a mudança de estado, a substância permanece com a temperatura constante.

Vaporização

Se a substância do item anterior estiver no estado líquido e continuarmos a fornecer calor, a sua temperatura irá aumentar. Com isso, haverá um aumento no grau de movimentação das moléculas.

Em determinada temperatura, essas moléculas terão energia suficiente para escapar das forças moleculares que ainda existem entre elas e atingir um grau de liberdade maior. Nesse novo estado, conhecido como gasoso, as forças entre as moléculas são praticamente desprezíveis.

A vaporização pode ocorrer de três maneiras: evaporação, ebulição e calefação.

  • Evaporação:
    Esse processo ocorre de maneira bem lenta e à temperatura ambiente. Pode se tomar como exemplo a evaporação da água da roupa que é deixada no varal para secar.

  • Ebulição:
    É um processo mais rápido que ocorre a uma temperatura fixa. Tal processo é facilmente observado quando se coloca a água para ferver.

  • Calefação:
    É o processo mais rápido e ocorre quando a fonte de calor está a uma temperatura muito maior do que a temperatura de ebulição da substância. Tome como exemplo uma gota de água sobre uma chapa muito quente.

    Condensação

    É o processo inverso da vaporização. Ao se diminuir a temperatura do gás, ele começa a perder a sua energia de movimentação. Com isso, as moléculas se agrupam através das forças moleculares, fazendo que a substância entre no estado líquido.

    Curva de aquecimento

    A figura a seguir mostra como uma substância inicialmente do estado sólido se comporta ao ser aquecida até atingir o estado gasoso. O gráfico a seguir é conhecido como curva de aquecimento.

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    Sublimação

    A passagem direta do estado sólido para o estado gasoso sem passar pelo estado líquido é definida como sublimação. Tal processo só ocorre em condições adequadas de pressão e temperatura. É um processo de difícil observação no dia a dia. Temos como exemplos mais famosos desse fenômeno a naftalina e o gelo seco.

    As leis gerais da mudança de estado

    Pelo gráfico anterior podemos observar que as mudanças de estado físico são caracterizadas por patamares. Isso nos mostra que, durante essa situação, a temperatura da substância permanece constante. Desse fato, podemos enunciar a primeira lei geral das mudanças de estado:

  • 1ª lei: "Durante a mudança de estado, se a substância estiver à pressão constante, a temperatura de mudança de estado permanecerá constante".

    Tal fenômeno pode ser explicado pelo fato de que, na mudança de estado físico, como, por exemplo, por aquecimento, a energia que é absorvida pela substância em forma de calor não está sendo usada para o aumento da agitação molecular, mas para a quebra das ligações entre as moléculas.

    Observando o enunciado da primeira lei temos algo importante a ser analisado. A temperatura permanece constante se a pressão se mantiver constante. A partir desse ponto, podemos concluir que, se mudarmos a pressão sobre a substância, também mudaremos a sua temperatura de mudança de estado. Então podemos enunciar a segunda lei geral das mudanças de estado.

  • 2ª lei: "Se a pressão sobre a substância variar, a temperatura de mudança de estado também irá variar".

    Um exemplo da aplicação dessa lei ocorre quando fervemos água em região litorânea. Nesse caso, a água irá ferver à temperatura de 100°C, pois a pressão ambiente ao nível do mar é de um atmosfera. Mas se fervermos a água em uma cidade como São Paulo, teremos a ebulição a uma temperatura de 98°C, pois nessa cidade a pressão ambiente é menor que um atmosfera