4° BIMESTRE: OS ÍNDIOS HOJE : Introdução Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia). Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural. A sociedade indígena na época da chegada dos portugueses. O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral ) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas. Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio). Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha. As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum. Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo. A organização social dos índios Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores. Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta. Os contatos entre indígenas e portugueses Como dissemos, os primeiros contatos foram de estranheza e de certa admiração e respeito. Caminha relata a troca de sinais, presentes e informações. Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas, começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam espelhos, apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho. O canto que se segue foi muito prejudicial aos povos indígenas. Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento violento seguiu-se por séculos, resultando no pequenos número de índios que temos hoje. A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura européia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade.
Religião Indígena Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte. Orlando Villas Bôas | ||
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
4° Bimestre: Formadores da População Brasileira: Os Indígenas
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Natalidade e Mortalidade
Natalidade e Mortalidade
O crescimento populacional é determinado, de uma maneira geral, por índices que representam taxas de natalidade e mortalidade. Por sua vez, as taxas de mortalidade são determinadas por diversas condições, como aspectos relacionados à infra-estrutura (condições sanitárias, serviços médicos etc.), condições nutricionais, etc. Já as taxas de natalidade envolvem aspectos como o nível sócio-cultural, taxa de contracepção e também qualidade nutricional. Há uma tendência mundial de redução das taxas de mortalidade, dados os avanços nas áreas de medicina. As taxas de natalidade dos países desenvolvidos tendem à queda, enquanto os índices de mortalidade permanecem estáticos, com maior longevidade em geral. Já nos países em desenvolvimento, a tendência de aumento de ambos os índices talvez continuará predominante até o próximo século. O índice de longevidade nestes países é acentuadamente menor em relação aos países desenvolvidos. Algumas camadas de extrato social mais inferior, nos países em desenvolvimento, constituindo a maioria entre suas populações , recebem influxos significantemente menores dos avanços mundiais nas áreas de nutrição e saúde.
O crescimento populacional é determinado, de uma maneira geral, por índices que representam taxas de natalidade e mortalidade. Por sua vez, as taxas de mortalidade são determinadas por diversas condições, como aspectos relacionados à infra-estrutura (condições sanitárias, serviços médicos etc.), condições nutricionais, etc. Já as taxas de natalidade envolvem aspectos como o nível sócio-cultural, taxa de contracepção e também qualidade nutricional. Há uma tendência mundial de redução das taxas de mortalidade, dados os avanços nas áreas de medicina. As taxas de natalidade dos países desenvolvidos tendem à queda, enquanto os índices de mortalidade permanecem estáticos, com maior longevidade em geral. Já nos países em desenvolvimento, a tendência de aumento de ambos os índices talvez continuará predominante até o próximo século. O índice de longevidade nestes países é acentuadamente menor em relação aos países desenvolvidos. Algumas camadas de extrato social mais inferior, nos países em desenvolvimento, constituindo a maioria entre suas populações , recebem influxos significantemente menores dos avanços mundiais nas áreas de nutrição e saúde.
Ter filhos hoje;uma nova realidade

Por que a natalidade está caindo? e apesar do elevado número de nascimentos havia paralelamente um grande índice d
O Brasil ocupa, na atualidade, o quinto lugar em número de população, ficando atrás somente da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
O número de habitantes do Brasil é resultado de um acelerado processo de crescimento natural ou vegetativo que ocorreu a partir do século XIX e foi incrementado no transcorrer do século XX, resultado dos elevados índices de natalidade e da imigração que ocorreu no país.
O crescimento natural ou vegetativo de um país é calculado da seguinte forma: obtém-se o número de nascimentos e dele subtrai o número de mortos, ou seja, se uma cidade teve 400 nascimentos e 250 falecimentos houve crescimento, pois o primeiro superou o segundo.
Sem dúvida, o período que houve maior crescimento populacional no Brasil foi no decorrer do século XX, no início desse as condições médico-sanitárias eram precárias e falecimentos. As pessoas morriam por problemas relativamente fáceis de serem solucionados, mas esbarravam na falta de informação e de serviços médicos para o tratamento de tais doenças, muitas vezes as pessoas perdiam suas vidas sem saber que eram, por exemplo, diabéticas e que poderiam ter a vida prolongada caso fosse tratadas.
Esse contexto começou a se alterar a partir dos anos 40, que foi um momento marcado pelo surgimento de diversas vacinas e técnicas de tratamento de doenças, além disso, as pessoas tiveram maior acesso aos serviços sanitários e médicos, sendo assim, ocorreu uma melhoria na qualidade de vida das pessoas. Com a implantação de tais medidas, os índices de mortalidade diminuíram enquanto que as taxas de natalidade se elevaram, diante desses dois fatores houve um crescimento acelerado da população no país.
Se comparadas aos países industrializados, as taxas de natalidade brasileiras permanecem altas, entretanto, houve uma diminuição desse crescimento, principalmente nas últimas décadas. Essa alteração populacional foi proveniente do processo de urbanização que se desenvolveu durante os anos 40, no ano de 1970 a população urbana era maior que a rural, fato até então nunca detectado no país.
Com a nova realidade urbana da população, algumas mudanças de ordem social, econômica e cultural aconteceram, essas resultaram na queda do número de filhos por família. Além desses, outros fatores também contribuíram para a queda do crescimento populacional do país, entre eles estão:
• Redução do trabalho familiar: essa era uma prática comum no meio rural, consistia em ter muitos filhos para exercer atividades nas propriedades rurais, assim a família não precisava pagar um trabalhador assalariado. Com a urbanização essa característica foi sendo substituída, pois a vida nas cidades exigia maiores gastos.
• Queda no número de casamento precoce: a realidade rural promovia o casamento entre pessoas muito jovens, já nos centros urbanos as pessoas contraem matrimônio com idades mais elevadas e tendem a ter poucos filhos.
• Custos com filhos: oferecer uma boa qualidade de vida e educação a um filho no contexto urbano requer elevados gastos financeiros (educação, saúde, alimentação adequada entre outros), devido a esse fator os pais começaram a planejar mais o número de filhos a serem concebidos, adequando-o ao orçamento familiar. A vida no campo não exigia grandes gastos por não haver preocupação com educação, transporte e outros.
• A mulher profissional: quando as mulheres tinham como função somente cuidar da casa e dos filhos elas não ocupavam atividades profissionais, mas com a urbanização a mulher começou a contribuir com o mercado de trabalho. Com a ocupação remunerada, essa não encontrava tempo e nem recursos para ter muitos filhos, esses passaram para o segundo plano, uma vez que a prioridade era manter o emprego e ajudar na composição do orçamento familiar.
• Métodos anticoncepcionais: nas cidades existe maior circulação de informações, facilitada pelos meios de comunicação e pelos próprios médicos, nesse contexto surgiram procedimentos que impediam a gestação, algo que não ocorria em áreas rurais
Fecundidade
Fecundidade da mulher brasileira
(Nº médio de filhos que uma mulher teria ao final de sua idade reprodutiva)
Em 1970 a mulher brasileira tinha, em média, 5,8 filhos. Trinta anos depois, esta média era de 2,3 filhos.
Em 2000, com exceção da Região Norte, as demais Regiões apresentaram taxas de fecundidade próximas à taxa média nacional (2,3).
A Região Sudeste apresentou a menor taxa de fecundidade: 2,2 filhos por mulher.
No mundo, no final do século XX, a taxa de fecundidade era de 2,9 filhos por mulher, Nos países mais desenvolvidos esta taxa era de 1,5, e nos países menos desenvolvidos, em torno de 3,2. Compare a fecundidade no Brasil com a fecundidade em outros países da América do Sul no gráfico abaixo.
Fecundidade na adolescência
A média de idade da fecundidade da mulher brasileira diminuiu acentuadamente de 1980 para 2000 em todas as regiões.
O dados do Censo 2000 indicam uma elevação da contribuição da fecundidade das mulheres mais jovens na fecundidade total, isto é, considerado o total de filhos de todas as mulheres em idade fértil, aumentou o percentual de filhos das jovens entre 15 e 19 anos nesse total.
Esta elevação se observa principalmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A taxa de fecundidade das mulheres com menos de 20 anos na África, América Latina, América do Norte e Ásia, é mostrada no gráfico abaixo. No Brasil, essa taxa é de 32%.
Mortalidade
Mortalidade total
(N° de pessoas que morrem por 1000 habitantes durante 1 ano)
A taxa de mortalidade total no Brasil apresentou um grande declínio de 1950 a 1970, e desde então vem caindo em pequenas proporções.
Mortalidade infantil
(Crianças menores de 1 ano de idade que morrem por 1000 nascidos vivos durante o período de 1 ano)
A taxa de mortalidade infantil durante os últimos dez anos do século XX apresentou uma tendência de queda em todas as regiões.
Observe no gráfico acima: no Brasil, em 1990, registravam-se 48 óbitos por mil nascidos vivos e, e em 2000, 29,6.
Entretanto, ainda existem grandes diferenças regionais: a taxa de mortalidade infantil da Região Nordeste, por exemplo, é cerca de duas vezes a taxa observada nas demais regiões.
Brasil no mundo: mortalidade total e infantil
Observe a mortalidade total e a mortalidade infantil por continentes:
Mortalidade total - Na África e na Europa encontra-se o maior número de mortes por mil habitantes.
Mortalidade infantil - A América Latina possui a terceira maior taxa de mortalidade infantil, ficando logo atrás da África e da Ásia. Essas taxas sobressaem ainda mais quando são comparadas com as da Europa e com as da América do Norte.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pragas agrícolas e controle biológico
Controle biológico é um fenômeno que acontece naturalmente na natureza que consiste na regulação do número de plantas e animais por inimigos naturais. É uma estratégia que o homem há muito tempo vem utilizando, explorando inimigos naturais para o controle de patógenos, pragas e ervas daninhas - ação considerada uma arte por muitos cientistas, embora vários esforços tenham sido feitos para transferir o controle biológico para o domínio da ciência.
O termo Controle Biológico foi empregado pela primeira vez em 1919, por H.S. Smith, para designar o uso de inimigos naturais para o controle de insetos-praga. Posteriormente essa expressão foi usada para designar todas as formas de controle, alternativas aos produtos químicos, que envolvessem métodos biológicos. Assim, o Controle Biológico denominava técnicas tão diversas como o uso de variedades resistentes, rotação de culturas, antecipar ou retardar as épocas de plantio e colheita, queima de restos de culturas, destruição de ramos e frutos atacados, uso de atraentes e repelentes, de feromônios e de armadilhas.
Entretanto, esta denominação para os métodos citados não é unanimemente aceita pelos especialistas da área. Estes consideram o Controle Biológico como uma ciência que trata da ação de inimigos naturais na regulação das populações de seus hospedeiros e suas presas, sejam eles insetos pragas ou ervas daninhas.
O controle biológico é o componente fundamental do equilíbrio da Natureza, cuja essência está baseada no mecanismo da densidade recíproca, isto é, com o aumento da densidade populacional da presa, ou do hospedeiro, os predadores, ou parasitos, tendo maior quantidade de alimento disponível, também aumentam em número. Desta maneira, os inimigos naturais causam um declínio na população da praga. Posteriormente, a população do inimigo natural diminui com a queda no número de presas, ou hospedeiros, permitindo que a população da praga se recupere e volte a crescer. Neste caso, os parasitos e predadores são agentes de mortalidade dependentes da densidade populacional da praga. Por outro lado, os fatores físicos de mortalidade, como a temperatura e a umidade, podem impedir, temporariamente, o aumento no numero de indivíduos da praga, independente do tamanho da população desta. Estes são os fatores de mortalidade independentes da densidade. Portanto, é possível detectar o efeito da mudança de diferentes fatores ambientais, dependentes e independentes da densidade populacional, na densidade de uma população, em diferentes tipos de ambientes.
Em comparação ao controle químico o controle biológico apresenta vantagens e desvantagens. Entre as vantagens pode-se citar que é uma medida atóxica, não provoca desequilíbrio, não possui contra-indicações, propicia um controle mais extenso e é eficiente quando não existe maneira de se utilizar o controle químico. Em compensação requer mais tecnologia, possui um efeito mais lento, não é de tão fácil aquisição, nem sempre pode ser aplicado em qualquer época do ano e, geralmente, é mais caro.
Para alcançar resultados, todo programa de controle biológico deve começar com o reconhecimento dos inimigos naturais da "praga-chave da cultura" (principal organismo que causa danos econômicos à lavouras). Uma vez identificada a espécie e o comportamento da "praga" em questão, o principal desafio dos centros de pesquisa diz respeito a reprodução desse inimigo natural em grandes quantidades e com custos reduzidos.
Dentro do controle biológico podemos constatar duas fases distintas: o controle biológico sem a interferência (ou seja, na forma como é encontrado na natureza) e aquele que é feito mediante introdução, manipulação e aplicação de organismos capazes de agir de forma contrária a pragas.
Para alcançar resultados, todo programa de controle biológico deve começar com o reconhecimento dos inimigos naturais da "praga-chave da cultura" (principal organismo que causa danos econômicos à lavouras). Uma vez identificada a espécie e o comportamento da "praga" em questão, o principal desafio dos centros de pesquisa diz respeito a reprodução desse inimigo natural em grandes quantidades e com custos reduzidos.
Dentro do controle biológico podemos constatar duas fases distintas: o controle biológico sem a interferência (ou seja, na forma como é encontrado na natureza) e aquele que é feito mediante introdução, manipulação e aplicação de organismos capazes de agir de forma contrária a pragas.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Como se formam os solos
O intemperismo, por sua vez, é a ação dos agentes físicos, químicos e biológicos sobre as rochas, ocasionando sua desintegração e decomposição.
Na formação do solo podemos considerar duas etapas
a) a desintegração e a decomposição das rochas, originando os componentes minerais;
b) A incorporação e a decomposição de orgasmos animais e vegetais dando origem aos componentes orgânicos (húmus).
Vários são os fatores que atuam na formação do solo: temperatura, vento, águas correntes, tipo de topo grafa, chuva, cobertura vegetal, tipo de macha matriz etc. Em função da ação conjugada e da inter-relação desses diversos fatores originam-se os diversos tipos de solos.
Perfil do solo
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Como fazer para manter a boa saúde
Mantendo a boa saúde
compilado por Maggie Sandilands
Evitar as doenças e os acidentes é tão importante quanto poder tratá-los quando eles ocorrerem. Podem ser necessários profissionais da saúde especializados ou tratamento hospitalar para doenças graves, mas a prevenção deve começar em casa. Existem muitas maneiras simples de ajudar a sua família a manter a boa saúde.
As pessoas podem se recuperar de muitas doenças comuns sozinhas, sem a necessidade de remédios. Para ajudar uma pessoa a combater ou se recuperar de uma doença, geralmente tudo que é preciso é a boa higiene, muito repouso, uma boa nutrição e água potável suficiente. Muitas doenças são causadas pela falta de higiene e podem ser prevenidas tomando-se somente água potável, fazendo-se com que todos lavem as mãos e tomando-se cuidado no preparo e na armazenagem dos alimentos.
Lavar as mãos
Enxaguar as mãos só com água não é suficiente para a boa saúde e para prevenir as doenças. Ambas as mãos devem ser esfregadas com sabão ou cinzas e enxaguadas com água corrente para eliminar os germes.
As mãos devem ser lavadas freqüentemente, principalmente depois de ir ao banheiro e antes de comer.
Preparo de alimentos
Photo: Geoff Crawford, Tearfund
Garantir que todos os membros da família tenham o suficiente para comer e que os alimentos sejam nutritivos (Passo a Passo 65), é vital para manter a boa saúde.
A maneira como os alimentos são armazenados e preparados também é importante para prevenir as doenças.
- Lave bem as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos.
- Assegure-se de que todas as panelas, pratos, facas e utensílios usados para preparar os alimentos estejam limpos.
- Mantenha as carnes e peixes crus longe dos alimentos cozidos.
- Cozinhe as carnes por completo antes de comê-las.
- Sirva alimentos frescos. Não espere muito para comer os alimentos cozidos. O leite, o peixe, a carne cozida e o arroz cozido estragam rapidamente. Se requentar algum alimento cozido, assegure-se de ele seja requentado por completo.
- As moscas transmitem doenças, assim, cubra sempre os alimentos para mantê-las afastadas.
Água potável
A água potável é vital para a saúde. Uma forma de garantir que a água seja segura para beber é fervendo-a. Ferver a água mata os germes que causam a diarréia e tornam a água potável. Se o combustível for escasso, é possível purificar a água com a luz do sol (Passo a Passo 51 e www.sodis.ch).
Depois que a água tiver sido tratada, ela deve ser mantida limpa. Se a água para beber for armazenada, certifique-se de que os recipientes estejam limpos e sejam cobertos com tampas para evitar as moscas e o pó. Não coloque as mãos na água. Ao invés disso, use uma caneca limpa de alça comprida ou uma concha para tirar a água do recipiente para beber.
Evite ferimentos
Procure evitar que ocorram ferimentos.
- Mantenha todos os objetos afiados, como facas, latas abertas e vidro quebrado, longe das crianças.
- Mantenha os fósforos e lampiões fora do alcance das crianças.
- Tenha cuidado ao cozinhar e não deixe as crianças pequenas chegarem perto do fogo ou de água fervent
- Não deixe os cabos das panelas saindo para fora do fogão, para que as crianças não possam alcançá-los.
- Ensine as crianças a atravessarem a rua com segurança.
- Mantenha os aparelhos elétricos longe da água para evitar o risco de choques elétricos. Ensine as crianças a não tocarem em tomadas elétricas.
- Não consuma bebidas alcoólicas em excesso.
Prevenção de infecções
Os bons hábitos de higiene e saneamento em casa ajudam a prevenir as infecções. Para ver idéias para o saneamento comunitário, consulte a Passo a Passo.
- Não deixe os porcos ou outros animais entrarem em casa ou nos locais onde as crianças brincam.
- Se as crianças ou os animais defecarem perto de casa, limpe imediatamente. Ensine as crianças a usarem a latrina.
- Não cuspa no chão e cubra a boca quanto tossir ou espirrar.
- Leve as crianças para serem vacinadas. As vacinas geralmente são gratuitas e oferecem proteção contra muitas doenças perigosas. Peça orientação no seu posto de saúde mais próximo.
- Trate as doenças infecciosas o mais rápido possível para evitar que elas sejam transmitidas para outras pessoas.
- Não ande de pés descalços em locais onde haja vermes.
As alergias
O que são alergias?
Uma alergia é uma reacção excessiva do nosso organismo a substâncias que ele considera nocivas, se bem que não o sejam. Ou seja, uma reacção normal seria a reacção imunológica quando na presença de uma substância nociva. Uma alergia é resultado do "excesso de zelo" do nosso sistema imunitário, uma desregulação do sistema, provocando reacções, mesmo que o elemento estranho não tenha um carácter ameaçador ou perigoso.
A estas reacções nocivas chamamos "hipersensibilidade" ou "alergia". Às substâncias supostamente nocivas chamamos "alérgenos".
O nosso sistema imunitário tem uma base de dados das substâncias "estranhas" com as quais já teve contacto, e da resposta a produzir quando a encontrar novamente. Cada vez que o alérgeno atacar, ele responde por anticorpos específicos memorizados.
A estas reacções nocivas chamamos "hipersensibilidade" ou "alergia". Às substâncias supostamente nocivas chamamos "alérgenos".
O nosso sistema imunitário tem uma base de dados das substâncias "estranhas" com as quais já teve contacto, e da resposta a produzir quando a encontrar novamente. Cada vez que o alérgeno atacar, ele responde por anticorpos específicos memorizados.
Principais Tipos de Alergenos
Alergia a animais:
No caso de alergia a animais, reduzir o contato com eles é muito importante. Os sintomas tendem a desaparecer na medida em que se eliminem pêlos e resíduos dos animais no meio ambiente, não esuqecer que a limpesa da casa é um fator importante para a melhora da alergia.
Em muitos casos, a remoção do animal caseiro é a única solução embora possa ser muito traumática. No caso da remoção do animal não ser possível, entretanto, não se deve permitir a entrada do animal principalmente no quarto de dormir do paciente e a casa deve, se possivel, aspirada diariamente.
Se um membro da família é alérgico, é conveniente, como medida preventiva, retirar os animais da casa. Isto ajuda a prevenir o desenvolvimento de alergias adicionais. Tapetes,tecidos, etc, feitos de pêlo de animal devem ser evitados. Contato com animais fora de casa deve ser evitado. Um problema pode surgir quando indivíduos alérgicos visitam casas onde existem animais domésticos. A melhor solução é usar equipamentos profiláticos antes da visita.
Alergia a Pó caseiro:
No caso de alergia ao pó doméstico, a casa deve ser limpa, de preferência com aspirador de pó, diariamente, especialmente o quarto de dormir. A limpeza deve ser realizada por uma pessoa não alérgica.
Deve-se evitar o uso de tapetes e móveis susceptíveis ao acumulo de pó.
Os dormitórios, na medida do possível devem ser mantidos livres de pó, e os colchões e travesseiros devem preferencialmente ser de material sintético.
A alergia ao pó pode ser provocada pelos ácaros existentes no pó doméstico. Estes são organismos microscópicos que vivem nas roupas da cama e nos tapetes. Os pacientes devem ser aconselhados a trocar de roupa de cama com preferência, tomar banho e trocar de roupa de preferência diariamente. Observando-se que colchões e travesseiros devem ser encapados com capas específicas.
Alergia a Fungos:
No caso de alergia a fungos, deve-se evitar ambientes úmidos, caso não seja possível utilizar desumidificador e purificador de ar nos locais contaminados por fungos.
O pó doméstico pode conter grandes quantidades de fungos.
Os pacientes devem evitar áreas onde os fungos proliferam, como, por exemplo, montes de folhas de árvores, toras de madeira, áreas fortemente sombreadas ou de espessa vegetação. Durante a época da colheita, devem-se evitar os lugares. Arejar bem os ambientes que permanecem fechados durante muito tempo.
Alergias a Pólens:
Evitar o contato direto com o pólen, isto é, não colher flores e evitar ter flores dentro de casa.
Durante a polinização, as janelas dos quartos de dormir, devem ser mantidas fechadas para que o vento não introduza o pólen. Além disso, é aconselhável arejar a roupa de cama na parte da manhã, quando o nível de pólen no ar é mais baixo.
Durante os dias secos e quentes, pode haver necessidade do paciente permanecer em casa com as portas e janelas fechadas, uma vez que existe grande quantidade de pólen no ar.
Alergia a Insetos:
É possível prevenir picadas de abelhas e marimbondos evitando os locais que atraem estes insetos, caso não seja possível, recomenda-se utilizar um aparelho que utiliza tecnologia de ultra-som para afastar insetos, ou um repelente específico.
Alergia a Alimentos:
Hipersensibilidade a alimentos pode ocorrer devido a mecanismos alérgicos ou não alérgicos. As crianças são geralmente mais susceptíveis e acredita-se que entre 10% e 20% das crianças alérgicas apresenta reações a alimentos.
Os alimentos que mais frequentemente causam sintomas durante a primeira infância são o leite de vaca, ovos, peixes, frutas cítricas e tomate. A maioria das crianças desenvolve intolerância a frutas cítricas e tomate em alguns anos, mas a alergia a peixe e nozes, por exemplo pode continuar até a idade adulta.
No adulto, entretanto, aparecem outros alimentos que podem produzir hipersensibilidade.
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